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"O que dá segurança aos nossos jovens é o diálogo, o acolhimento", diz secretária de Educação

Solicitação do vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PROS) para que sejam instalados  detectores de metal nas escolas de Uberaba, traz 'a tona a questão da segurança nas entidades de ensino.
Para falar sobre o assunto, o Blog da Dri Tavares procurou a secretária municipal de Educação, Silvana Elias, que é contra a instalação dos equipamentos nas escolas.
Para a secretária, não se pode tratar o educando, como menor infrator. "Dentro da escola, até um estilete ou um compasso de metal podem se tornar armas", disse.  A escola ainda é um reduto de paz. "Se você olhar a lógica dos pais, eles ainda se sentem seguros numa unidade escolar, mas, temos que admitir, que a escola como micro-sociedade inserida numa  macro-sociedade, recebe reflexos. É como se o mundo exterior refletisse o mundo interior:  tudo o que está de  fora do muro acaba indo, de uma maneira ou de outra, para a escola. É a droga,  a violência, o abuso sexual, a desestrutura familiar", explica Silvana. 
O sistema de segurança nas escolas, seja com câmeras, com concertinas,  com vigilância monitorada e, até certo ponto da arma de fogo, é necessário, segundo Silvana. Porém, ela ressalta que a melhor forma de investir na segurança é a estruturação de políticas públicas.  "O crescimento da criminalidade  entre as crianças e adolescentes tem causas: ausência de fatores que não oferecem opções de educação, lazer, cultura, esporte. Sem essas atividades extracurriculares saudáveis, nós acabamos oportunizando o crescimento da violência. Porque o que dá a segurança é o processo que humaniza, dialoga, cuida, acolhe e disciplina de forma educacional", finaliza.

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