Conhecer toda a extensão do Rio Uberabinha e detectar a riqueza em sua volta pode ser o caminho para preservar o que ainda resta de vegetação nativa no entorno do manancial. Este é o pensamento do professor de Geografia Bruno Delgaz, após ter participado da filmagem do documentário “Murundu”, exibido na última quarta-feira (30), no auditório do Centro Administrativo.
A exibição da película fez parte da 8ª edição da Jornada de Sustentabilidade, realizada pela Secretaria de Meio Ambiente, e que teve a participação de cerca de 100 espectadores. O filme faz um panorama sobre o Rio Uberabinha sob a ótica do cineasta uberlandense Umberto Tavares.
O documentário tem a duração de 70 minutos. As cenas foram colhidas desde a nascente do rio, denominado parte alta, até o meio, onde fica localizado o município de Uberlândia. Nas imagens é possível ver o tamanho da degradação provocada desde a década de 70 e que devastou praticamente todo o cerrado, bioma predominante na região do Triângulo Mineiro. Hoje, segundo estudiosos da Universidade Federal de Uberlândia, cerca de apenas 7% de vegetação nativa está preservada. Mais Informações
Para o secretário de Meio Ambiente, Hélio Mendes, a oportunidade de assistir um documentário tão rico como esse é valiosa. “A bacia do Rio Uberabinha é fundamental para a sobrevivência do município. Antes a sociedade não dava a sua devida importância, hoje sabemos que recuperar o que se perdeu é difícil, mas preservar o que ainda resta é uma questão de sobrevivência”, afirmou.
Para o cineasta e produtor do filme, Umberto Tavares, a divulgação do filme, como o pré-lançamento no Centro Administrativo, representa um grande avanço para a preservação tanto da mata ciliar como de toda a área que envolve a bacia hidrográfica. “Sabemos que a informação é tudo e através desse filme, com certeza a população de Uberlândia vai ter uma real noção da bacia do Rio Uberabinha para todo o município em todos os aspectos, como ambiental, social e econômico”, afirma o cineasta.
