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A cada minuto, 28 animais são atropelados nas estradas brasileiras


A cada minuto, 28 animais são atropelados nas estradas brasileiras. Carros, motos e caminhões retiram a vida de 14,7 milhões de bichos por ano (40,8 mil a cada dia), de acordo com estimativas de especialistas. É um massacre que, muitas vezes, sequer é percebido pela maioria dos motoristas. Como a quantidade de rodovias monitoradas no país é reduzida, a estimativa é que essas estatísticas estejam subestimadas. Nos Estados Unidos – onde o controle é bem mais rigoroso – os números são cerca de 25 vezes maiores: 365 milhões de animais mortos por ano (um milhão por dia). Ver em Mais Informações. 
A enorme quantidade de bichos mortos em rodovias mostra o tamanho do desafio de pesquisadores que pretendem monitorar os animais para reduzir os atropelamentos. O impacto ambiental já começa com a própria construção de estradas, que se transformam em  barreiras impedindo ou dificultando a circulação dos animais. Quanto mais preservada for a área cortada pela via, mais grave é o problema. 
Por outro lado, a contínua supressão de florestas – que abrigam os animais silvestres -, seja por conta do crescimento das cidades ou por qualquer outra atividade, aumenta a necessidade de circulação deles não apenas para buscar alimentos, mas também para encontrar abrigo e mesmo parceiros. Quando, no meio do caminho dos bichos, há rodovias, o risco de acidentes é alto, sobretudo num país de dimensões continentais que adotou a rodovia como principal meio de transporte tanto de pessoas quanto de cargas. E que continua abrindo novas vias, como as que foram previstas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). " Trata-se de um fenômeno que, individualmente, vemos apenas parcialmente: um bicho morto aqui, outro acolá. Entretanto, quando computados em sua totalidade, os números são realmente impressionantes" ressalta o biólogo Mozart Lauxen, que lida com este problema nos processos de licenciamento ambiental de rodovias que passam pelo Ibama, onde trabalha como analista ambiental há nove anos.

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