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Fahim diz que está preocupado com o que pode acontecer

O secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan, disse que está preocupado com o que pode acontecer. Ele contou que, recentemente, esteve com o secretário de Estado da Saúde, que alertou sobre a possibilidade de uma nova epidemia de dengue em Minas.
Este ano foram atendidas em Uberaba, 20 mil pessoas nas duas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) da cidade, sendo que 450 permaneceram internadas, 30 em estado grave, com um saldo de 20 mortes.
“A soma dos esforços é muito importante. A cidade estava muito suja”, comentou Fahim, lembrando também da epidemia de 2006. Ele também ressaltou que são quatro tipos de vírus, sendo que a pessoa não repete o mesmo duas vezes e quando pega pela segunda vez é outro vírus, fazendo com que a reação do sistema imunológico seja muito grande e o sofrimento ainda maior. Para o secretário, se ocorrer uma terceira epidemia, a reação poderá ser ainda pior, inclusive com mais óbitos.
A Secretaria Municipal de Saúde contratou uma nova tecnologia para monitorar o mosquito transmissor da dengue. A intenção, segundo Fahim, "é de não esperar aparecer os doentes, para só então tomar providências, como ocorria anteriormente".
Ao todo foram espalhadas pela cidade 869 armadilhas, com autorização dos moradores das residências. O trabalho foi iniciado na 28ª semana e atualmente está na 44ª semana. O objetivo é capturar a fêmea e monitorar a infestação. Caso haja reincidência, é uma evidência de que o combate naquele local precisa ser melhorado. Fahim também esclareceu que na epidemia de 2006 foi o tipo 3 da doença, enquanto na deste ano foi detectado o tipo 1, mas já tem cidades da região com o tipo 4 da doença.
O secretário também explicou que é feita uma classificação de risco, monitorada online, cinco dias por semana. “Quando o alerta máximo é atingido, uma equipe da Zoonoses é enviada ao local para averiguar a situação e tomar as providências necessárias”, disse Fahim. “É preciso convencer toda a população a ser o agente de zoonoses da própria casa, mantendo o quintal limpo. Com isso vamos impedir uma nova epidemia”, acrescentou, lembrando que basta chover para a situação ficar ainda mais complicada. Outro aspecto importante é a limpeza das caixas d’água, que às vezes são esquecidas pelos moradores e ficam abertas, acumulando sujeira.
Ainda segundo Fahim, os mosquitos capturados pelas armadilhas são enviados para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, para verificar se têm o vírus e qual o tipo. A boa notícia é que até agora não foi identificado nenhum dos quatro tipos de vírus na cidade.